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31 de mai. de 2010

África do Sul goleia na véspera da lista final para Copa

Modise, áfrica do sul x guatemala

Na 114ª posição do ranking da Fifa, a Guatemala não criou problemas para Carlos Alberto Parreira na véspera do anúncio dos de 23 jogadores que defenderão a África do Sul na Copa do Mundo em casa: no amistoso em Polokwane nesta segunda-feira, os Bafana Bafana golearam por 5 a 0. Os cinco cortados da seleção só serão conhecidos na terça. E o jogo manteve uma dúvida na cabeça da torcida: o ídolo Benni McCarthy, que nem entrou na partida, estará na lista final do técnico brasileiro?

Após seis meses sem ser muito aproveitado no West Ham-ING, McCarthy se apresentou fora de forma à seleção e correu o risco de ser cortado. Até o presidente do clube inglês ironizou o maior artilheiro dos Bafana, dizendo que o jogador é quase tão gordo quanto ele. Contra a Colômbia, na última quinta, o ex-atacante do Porto entrou no segundo tempo e mal tocou na bola. Havia a expectativa que fosse testado contra a fraca Guatemala, mas ele não saiu do banco, mesmo idolatrado pela torcida sempre que aparecia no telão.

Em Polokwane, Mphela (duas vezes), Letsholonyane, Moriri e Parker marcaram para os Bafana, que contaram um pênalti marcado sem existir para abrir o placar. Craque da seleção sul-africana, Steven Pienaar, meia do Everton-ING, começou como titular pela primeira vez desde que se apresentou a Parreira, e teve bela atuação - foi, inclusive, eleito o melhor jogador em campo. Com a goleada, a África do Sul completa 11 jogos invictos pré-Copa, sem contar ainda os amistosos com clubes durante excursão ao Brasil (oito sem perder).

Esta foi a primeira partida da seleção sul-africana no novo estádio Peter Mokaba, inaugurado neste ano e que custou quase R$ 300 milhões para receber quatro partidas da Copa. Com capacidade para 45 mil torcedores, o local recebeu quase 40 mil vuvuzelas para ver o penúltimo teste dos Bafana antes do Mundial. No próximo dia 5, o time de Parreira enfrenta a Dinamarca em Pretória.

O Peter Mokaba só será utilizado na primeira fase da Copa: Argélia x Eslovênia (13 de junho, Grupo C), França x México (17 de junho, Grupo A), Grécia x Argentina (22 de junho, Grupo B) e Paraguai x Nova Zelândia (24 de junho, Grupo F).

Titular, Pienaar comanda os Bafana

O capitão Mokoena jogou com a camisa 100, em homenagem ao seu 100º jogo pela África do Sul. Com Pienaar em campo desde o primeiro minuto, a África do Sul demonstrou criativade no meio-campo e dominou a partida, sem levar sustos do rival. Mas, assim como os colombianos no último amistoso, a Guatemala tem motivos para reclamar: o pênalti que originou o primeiro gol dos Bafana não existiu.

Aos 12 minutos, Tshabalala arriscou de longe e a bola bateu na mão de um adversário, mas fora da área. O árbitro Chaibou Ibrahim, de Níger, errou e marcou pênalti. Mphela cobrou e abriu o placar: 1 a 0.

A equipe de Parreira chegou ao segundo gol em bela jogada trabalhada pela esquerda. O inspirado Pienaar lançou Ngconga, que arrancou e cruzou, a bola passou pelo goleiro David Guerra e sobrou para Letsholonyane tocar para o gol vazio.

Com 2 a 0 no placar, os Bafana passaram a atacar ainda mais e quase marcaram com Tshabalala e Mphela após bons contra-ataques.

Pênalti perdido de um lado, gol de pênalti do outro

Parreira voltou para o segundo tempo ainda sem Benni McCarthy, que continuou no banco. Quem entrou foi Moriri, que com apenas dois minutos em campo balançou a rede: Mphela recebeu pela esquerda, entrou na área e cruzou para Moriri fazer 3 a 0.

Logo em seguida, pênalti para a Guatemala, após toque de mão de Thwala. Mas Guillermo Ramirez cobrou mal e o goleiro Josephs, que atuou no lugar do titular Khune (contundido), defendeu. Aos nove, mais um pênalti para a África do Sul, em novo toque de mão na área: Mphela bateu e fez 4 a 0 para os Bafana.

Aos 20, Parreira fez a alegria da torcida, mas não completa. Em vez de colocar o ídolo Benni, colocou o zagueiro Booth em campo. A resposta da arquibancada veio com o tradicional grito: “Booooooooooth” em homenagem ao careca, único branco com a camisa dos Bafana no amistoso.

Com cara de poucos amigos, Benni esperava sua chance no banco. Sempre que sua imagem aparecia no telão, a torcida pedia pela entrada do maior artilheiro da história dos Bafana. Parreira prefeiru colocar Parker, que entrou e fez o quinto: aos 38, driblou dois pela esquerda e soltou uma bomba do bico da área, sem defesa. Golaço, 5 a 0. Festa sul-africana. Menos para o "gordinho" McCarthy, que só saberá na terça de manhã se estará ou não na Copa do Mundo.

Parreira vai deixar a seleção da África do Sul após o Mundial

O treinador da seleção da África do Sul, o brasileiro Carlos Alberto Parreira, revelou nesta segunda-feira em uma entrevista coletiva que vai deixar a seleção anfitriã da Copa do Mundo de 2010, após a competição, e vai voltar ao Brasil.

O treinador explicou que o principal motivo é a saudade de seus familiares, por isso deixa a seleção sul-africana, já que o convidaram para ser diretor-técnico da seleção para a disputa da Copa Africana de Nações.

“Chegaram a falar comigo sobre me tornar diretor ou algo assim, mas eu disse que não. Quero voltar para meus filhos e para minhas netinhas no Brasil. Eu realmente tenho saudades da minha familia. Por isso vou deixar os Bafana Bafana e a África do Sul depois da Copa, mas estou determinado a fazer isso após uma grande campanha, tendo ao menos classificado a equipe para a segunda fase da Copa”.

Parreira também disse que pretende deixar de ser técnico e trabalhar numa outra função dentro do futebol e de preferência num clube do Brasil.

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